O que era para ser apenas mais um show acabou virando um momento inesquecível. Com uma hora de atraso, Luan Santana surgiu, na noite do décimo quinto dia de maio, de forma meteórica no palco do Siará Hall, em Fortaleza, levando os fãs à loucura. Gritos, aplausos, pulos e a emoção à flor da pele. Vestindo uma calça preta colada ao corpo e uma camisa xadrez sobre uma regata escura, o astro sertanejo proporcionou, durante 1 hora e 40 minutos, um período em que o principal convidado era o amor.
Nos versos das canções mais conhecidas, Luan era milimetricamente acompanhado pela plateia, que, em coro, entoava os hits que consagraram a carreira musical inconteste do artista. Traduzindo em números, ele é o cantor brasileiro que mais leva fãs ao show, está no topo das canções mais pedidas em rádios populares e, ao contrário da tendência mercadológica, imprime um poder de vendas de CD’s e DVD’s em tão pouco tempo que assusta até artistas com mais de uma década de carreira.
Já no palco, onde não disfarça a naturalidade e a vocação para a música, Luan não ignora o carinho dos fãs cearenses. Ele agradece a forma como foi tratado, os presentes recebidos e a energia positiva do momento. A base da apresentação é o mais recente trabalho lançado, o DVD “Luan Santana – ao vivo no Rio”, que ocupa a liderança de vendas no País. Antes do show, no entanto, o cantor recebeu, com exclusividade, o Portal Cnews para uma entrevista. Ao jornalista Alexandre Savéh, Luan concedeu a única entrevista a um portal de notícias do Ceará.
Cnews: Luan, você já cantou com grandes nomes da Música Popular Brasileira, como Ivete Sangalo, Daniela Mercury e Zezé di Camargo e Luciano. Além disso, você fez um dueto com a cantora mexicana Belinda. Mas, hoje, você vai cantar para alguém muito especial: o público cearense, que sempre respeitou e admirou seu trabalho. Qual a emoção e expectativa de chegar em Fortaleza e ver a casa lotada só para te ver?
Luan Santana: Cara, é uma emoção que é até difícil de explicar porque eu já estive aqui uma vez e vou confessar que todos os cantores sertanejos quando vêm aqui para o Nordeste, ou até no Rio de Janeiro mesmo, sentem uma certa resistência, pois não está na natureza do nordestino ouvir muita música sertaneja. E comigo foi justamente o contrário. A galera abriu o coração para a minha música entrar e vir em lugares assim, em que somos bem recebidos, é maravilhoso.
Cnews: Você sabe que aqui é a terra do forró. Você já pensou em gravar algum sucesso nesse ritmo ou até mesmo homenagear a cultura nordestina?
Luan Santana: Rapaz, eu já ouvi minhas músicas em um monte de banda de forró daqui da região, a galera regrava as nossas músicas aqui. Eu tenho vontade, sim. Eu gosto bastante do forró, acho que tem muito a ver com a música sertaneja. Acho muito legal.
No show, os principais sucessos da carreira empolgaram o público: “Adrenalina”, “Um beijo”, “Digitais”, “Amor Distante” e “Inquilina de Violeiro”, dentre outros. Alguns momentos foram marcantes. Primeiro, a chegada triunfal de Luan Santana ao palco, com uma chuva de fogos, luzes e efeitos especiais. Depois, quando ele cantou ao lado de Ivete Sangalo, que surgiu em dois telões colocados no centro do palco, a música “Química do Amor”. Ao entoar o hit “Meteoro”, que ele definiu como a canção que lhe concedeu notoriedade no Brasil, Luan precisou parar de cantar em alguns instantes para que o público, emocionado, pudesse mostrar a letra presente na ponta da língua. Por fim, já ao final do espetáculo, Santana fez todos pularem com a sua boate, na qual marcaram presença os sucessos da pista atual, como “Panamericano” e, até, canções brasileiras de outros ritmos, como “Sou Praieiro”, de Jammil e Uma Noites. A plateia captou a mensagem e se deixou embalar pela energia inquestionável do sertanejo.
Ao se despedir, Luan Santana demonstrou a alegria e satisfação com o carinho recebido pelo público cearense. “Muito obrigado, Fortaleza. Essa noite vai ficar para sempre marcada em minha vida e no meu coração”, concluiu, antes de desaparecer sob uma chuva de fogos na parte inferior do palco.
Por Alexandre Savéh



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